Voz sobre IP, também chamado VoIP, telefonia IP, telefonia Internet, telefonia em banda larga e voz sobre banda larga é o roteamento de conversação humana usando a Internet ou qualquer outra rede de computadores baseada no Protocolo de Internet, tornando a transmissão de voz mais um dos serviços suportados pela rede de dados.
Empresas que fornecem o serviço de VoIP são geralmente chamadas provedoras, e os protocolos usados para transportar os sinais de voz em uma rede IP são geralmente chamados protocolos VoIP. Existe barateamento de custo devido ao uso de uma única rede para carregar dados e voz, especialmente no qual os utilizadores já possuem uma rede com capacidade subutilizada, que pode transportar dados VoIP sem custo adicional. Chamadas de VoIP para VoIP no geral são gratuitas, enquanto chamadas VoIP para redes públicas (PSTN) podem ter custo para o utilizador VoIP.
Considera-se a telefonia IP a agregação do VoIP com outros serviços agregados para a telefonia.
Funcionalidade
O VoIP pode facilitar tarefas difíceis em redes tradicionais. Chamadas entrantes podem ser automaticamente roteadas para o telefone VoIP, independentemente da localização na rede. Por exemplo, é possível levar um telefone VoIP para uma viagem, e onde você conectá-lo à Internet pode-se receber ligações, contanto que a conexão seja rápida e estável o suficiente. O fato da tecnologia ser atrelada à Internet também traz a vantagem de poder integrar telefones VoIP a outros serviços como conversação de vídeo, mensageiros instantâneos, compartilhamento de arquivos e gerenciamento de listas telefônicas. Estar relacionado à Internet também significa que o custo da chamada independe da localização geodésica e dos horários de utilização, ambos os parâmetros usados na cobrança na telefonia fixa e móvel, e cujos valores variam de operadora a operadora.
Vários pacotes de serviço VoIP incluem funcionalidades que em redes tradicionais seriam cobradas à parte, como conferência a três, redirecionamento de chamadas, rediscagem automática e identificador de chamadas.
ATA HandyTone 486
ATA HandyTone 486
Entretanto, apesar de amplamente utilizado através de computadores, o VoIP pode ser utilizado através de adaptadores para telefones analógicos ou gateways VoIP, que são aparelhos que podem ser conectados diretamente em uma conexão banda larga e a um aparelho telefônico comum ou a um PABX em posições de troncos ou ramais. Eles fornecem a interligação entre as redes IP e fixas.
Funcionamento
O procedimento consiste em digitalizar a voz em pacotes de dados para que trafegue pela rede IP e converter em voz novamente em seu destino. Segue passo a passo um caso de uso de uma ligação. O utilizador retira o telefone IP do gancho, e nesse momento é emitido um sinal para a aplicação sinalizadora do roteador de "telefone fora do gancho". A parte de aplicação emite um sinal de discagem. O utilizador digita o número de destino, cujos dígitos são acumulados e armazenados pela aplicação da sessão. Os gateways comparam os dígitos acumulados com os números programados; quando há uma coincidência ele mapeia o endereço discado com o IP do gateway de destino. A aplicação de sessão roda o protocolo de sessão sobre o IP, para estabelecer um canal de transmissão e recepção para cada direção através da rede IP. Se a ligação estiver sendo realizada por um PABX, o gateway troca a sinalização analógica digital com o PABX, informando o estado da ligação. Se o número de destino atender a ligação, é estabelecido um fluxo RTP sobre UDP entre o gateway de origem e destino, tornando a conversação possível. Quando qualquer das extremidades da chamada desligar, a sessão é encerrada.
Implementação
Dificuldades
Como o UDP não fornece um mecanismo para assegurar que os pacotes de dados sejam entregues em ordem sequencial, ou ainda que forneça garantias de qualidade de serviço, as implementações VoIP sofrem com o problema de latência e jitter (variações de atraso). Esse problema é acentuado quando uma conexão por satélite é usada, devido ao grande atraso de propagação (entre 400 e 600 milisegundos para um satélite geoestacionário). O nó receptor deve reestruturar os pacotes IP que podem estar fora de ordem, atrasados ou desaparecidos, enquanto assegura o fluxo de áudio.
Outro desafio para o roteamento de tráfego VoIP são os firewalls e os tradutores de endereço. O Skype utiliza um protocolo proprietário para rotear chamadas entre utilizadores Skype, permitindo atravessar NAT e firewall[1]. Outros métodos para passar firewalls incluem STUN e ICE.
Em resumo, os principais desafios técnicos do VoIP são latência, perda de pacotes, eco, jitter e segurança. A principal causa de perda de pacotes é o congestionamento, que pode ser controlado por gerenciadores de congestionamento de rede. Causas comuns de eco incluem inconsistências de impedância em circuitos analógicos.
Do ponto de vista de gestão, se a estrutura de rede e os equipamentos forem antigos ou inexistentes, uma mudança para VoIP pode custar alto para a aquisição de novos equipamentos como o cabeamento, comutadores, roteadores, telefones IP (cujo preço é mais alto que um telefone analógico), e aumento da banda de conexão (para suportar essa nova tecnologia), além da mão de obra especializada.
Confiabilidade
Telefones convencionais são conectados diretamente às linhas de telefone da empresa de telefonia, que, em caso de falha de energia, ainda são funcionais pelo uso de geradores de energia de apoio localizados na central telefônica. Entretanto, os equipamentos VoIP domésticos utilizam roteadores de banda larga e outros equipamentos que dependem da energia elétrica. Mesmo que a energia elétrica esteja disponível, o provedor de acesso à Internet pode estar indisponível. Enquanto o PSTN amadureceu através das décadas de uso e atualmente é considerado confiável, a maioria das redes de banda larga são novas.
Qualidade de serviço
Algumas conexões de banda larga possuem uma qualidade pobre de transmissão. Quando os pacotes IP são perdidos ou atrasados em algum ponto da rede, existe um queda momentânea da voz na conversação. Isso é mais perceptível em redes bastante congestionadas ou onde existe grandes distâncias entre os pontos de conexão.
Alguns protocolos já foram definidos para suportar e relatar qualidade de serviço em ligações VoIP, incluindo RTCP XR (RFC3611), SIP RTCP Summary Reports, H.460.9 Annex B (para H.323), H.248.30 e extensões MGCP.
Chamadas de emergência
A natureza do Protocolo de Internet torna difícil a localização geográfica dos utilizadores na rede. Chamadas de emergência portanto não podem ser roteadas facilmente para o centro de chamadas mais próximo, e são impossíveis em alguns sistemas. Entretanto, sistemas VoIP podem rotear chamadas de emergência para linhas de telefone não emergenciais.
Envio de fax
O suporte de envio de fax sobre VoIP ainda é limitado. Os codecs de voz existentes não foram desenvolvidos para a transmissão de fax. Um esforço para remediar essa situação é definir uma solução baseada em IP alternativa para oferecer Fax sobre IP, nomeadamente o protocolo T.38. Outra solução possível é tratar o sistema de fax como um sistema de troca de mensagens que não necessita transmitir em tempo real, assim como enviar um fax como anexo de e-mail ou como uma impressão remota.
Telefone móvel VoIP-WiFi da BroadVoice
Telefone móvel VoIP-WiFi da BroadVoice
Integração em um sistema global de número telefônico
Enquanto redes tradicionais e móveis compartilham um padrão global comum (E.164) que permite alocação e identificação de qualquer linha telefônica, não existe padrão similar adotado em redes VoIP.
Telefonia móvel
Os telefones móveis constituem uma tecnologia de grande uso no mercado, sendo inclusive usados para substituir por completo telefones tradicionais. Portanto, não está claro se haverá demanda suficiente para o VoIP entre os consumidores até que as redes sem fio possuam cobertura similar às redes de celular, permitindo o uso dos telefones WiFi. Equipamentos híbridos entre as duas redes são esperados para que o VoIP torne-se mais popular[2].
Segurança
A maioria das soluções VoIP ainda não suportam criptografia, o que resulta na possibilidade de se ouvir chamadas alheias ou alterar seu conteúdo[3]. Um método de segurança é disponível através de codificadores de áudio patenteados que não são disponíveis para o público externo, dificultando o entendimento do que está sendo trafegado e protegendo o consumidor. Entretanto, outras áreas de segurança através de obscuridade não têm tido sucesso a longo prazo devido à grupos de engenharia reversa. Algumas empresas usam compressão de dados para tornar a escuta alheia mais difícil. Entretanto, segurança através de criptografia e autenticação ainda não está amplamente disponível ao público[4].
Protocolos
Alguns dos protocolos utilizados no VoIP para sinalização de chamadas são H.323, SIP, MGCP, H.248/MEGACO, Jingle e IAX (usado na presença de servidores Asterisk). Alguns dos protocolos utilizados no transporte de media incluem RTP e RTCP.
Adoção
Uso corporativo
Apesar de poucos ambientes de escritório e residências utilizarem uma infra-estrutura puramente de telefonia IP, provedores de telecomunicações usam a tecnologia rotineiramente, geralmente em uma rede IP dedicada para conectar estações e converter sinais de voz em pacotes IP e vice e versa. O resultado é uma rede digital genérica (tráfego de voz e dados) com escalabilidade. O consumidor corporativo usa a telefonia IP para obter as vantagens da abstração da informação na rede. Com o VoIP é necessário somente fornecer uma conexão de dados e mais banda de rede. Não sendo necessário distribuir uma rede específica para a telefonia no ambiente de trabalho. Empresas maiores também fazem uso de gateways para as redes tradicionais, reduzindo custos de mão de obra externa o serviço. Seu uso é ainda mais visível quando uma empresa necessita comunicar dois sítios distantes a nível internacional.
Regulamentação
Ainda não existe um consenso regulatório sobre a VoIP no mundo. No Brasil ainda não existe uma discussão sobre a regulamentação da tecnologia. O órgão responsável pela regulamentação de telefonia no Brasil é a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), que é gerida pela Lei Geral de Telecomunicações, LGT. A legislação brasileira não enquadra a VoIP como serviço de telecomunicações, e sim como serviço de valor adicionado, quando utiliza parte da rede pública de telecomunicações. Portanto o serviço é regido pelo artigo 61 da LGT[carece de fontes?].
Posição da Anatel
No portal da Anatel está observado que o VoIP é um conjunto de tecnologias que usam a Internet ou redes do IP privadas para a comunicação de voz, substituindo ou complementando os sistemas de telefonia convencionais. A agência não regulamenta as tecnologias, mas os serviços de telecomunicações que delas se utilizam. A comunicação de voz utilizando computadores conectados à Internet - uma das aplicações desta tecnologia - é considerada Serviço de Valor Adicionado, não sendo necessária autorização da Anatel para prestá-lo.
Nesse contexto, o uso da tecnologia de VoIP deve ser analisado sob três aspectos principais. Primeiro, a comunicação de voz efetuada entre dois computadores pessoais, utilizando programa específico e recursos de áudio do próprio computador - com acesso limitado a usuários que possuam tal programa - não constitui serviço de telecomunicações, mas Serviço de Valor Adicionado, conforme entendimento internacional. Segundo, a comunicação de voz no âmbito restrito de uma rede corporativa ou na rede de uma prestadora de serviços de telecomunicações, de forma transparente para o assinante, efetuada entre equipamentos que podem incluir o aparelho telefônico, é caracterizada como serviço de telecomunicações. Neste caso, é exigida a autorização para exploração de serviço de telecomunicações para uso próprio ou para prestação a terceiros. Por fim, a comunicação de voz de forma irrestrita com acesso a usuários de outros serviços de telecomunicações e numeração específica (objeto de controle pela Anatel) é caracterizada como serviço de telecomunicações de interesse coletivo. É imprescindível autorização da Agência e a prestação do serviço deve estar em conformidade com a regulamentação.
quinta-feira, 6 de março de 2008
VOIP
P2PTV
P2PTV é uma técnica de transmissão e difusão de conteúdos audiovisuais (vídeos, televisão,e tc) através da Internet usando a arquitetura dos sistemas P2P, aonde nós individuais se conectam a outros nós para receber streams de áudio e vídeo, em lugar de fazê-lo mediante a um único servidor central, como acontece na TV baseada em IP (IPTV).
Funcionamento básico
O uso do sistema P2P faz com que os usuários usem suas conexões a Internet para ajudar na distribuição de um sinal: À partir do momento em que um canal de televisão é visualizado através de um sistema P2P, o cliente P2P passa a retransmitir o sinal a outros usuários que estão vendo o mesmo canal. A idéia é simples: cada programa realiza as funções de cliente e servidor.
Deste modo, solucionam-se dois grandes problemas da transmissão broadcast por Internet: se diminui a carga do servidor e se reduz o consumo de banda ocupado. Com a p2ptv, alguns canais podem manter mais de 100.000 conexões simultâneas de forma leve e otimizada, sem gerar altos consumos de banda.
IPTV
O IPTV ou TVIP é um novo método de transmissão de sinais televisivos. Assim como o VOIP (Voz sobre IP), o IPTV usa o protocolo IP Internet Protocol como meio de transporte do conteúdo.
O fato do IP significar Internet Protocol não quer dizer que os conteúdos de televisão sejam distribuídos via streaming na internet. A IPTV não é, portanto, uma Web TV.
IPTV vs WEBTV
Na IPTV o conteúdo é enviado apenas em streaming, porém com garantia de qualidade na entrega. O receptor é uma aparelho set-top box conectado a televisão (semelhante ao aparelho da televisão a cabo ou DTH).
Já na Televisão na Internet além do conteúdo ser visto principalmente no computador, pode-se montar uma programação para ser enviada por download. Entretanto, se o sistema escolhido for streaming, não há garantia de qualidade, podendo haver pausas ou interrupções no envio do conteúdo (por se tratar da rede pública). O dispositivo receptor usualmente é o computador. Além disso, espera-se com a IPTV um conteúdo de maior qualidade e visibilidade, com canais como: FOX, Warner, entre outros já disponibilizados por companhias de TV a Cabo e DTH.
Outro fator importante de diferenciação: a rede de distribuição do conteúdo (canais de TV, vídeo sob demanda, jogos, mensages, etc) do IPTV é fechada, se assemelhando a uma intranet corporativa, contra a WEBTV que é transmitida via internet, uma rede de acesso livre.
Benefícios da Tecnologia
Na prática, as empresas de telecomunicações poderão entrar no negócio de Pay TV, oferencendo assim um pacote completo (4Play: Telefonia, Banda Larga, Telefonia Móvel e TV por Assinatura.
Nas Redes convencionais todos os canais são enviados para o consumidor, estando presentes á entrada do receptor. No IPTV os canais são disponilizados a pedido. Em situações mais favoráveis de compressão estarão presentes dois canais, o que permite a visualização de um e a gravação de outro, limitando-se apenas a banda disponível do usuário.
O IPTV é a oportunidade das operadoras de telecomunicação de definitivamente se tornarem Triple Players, ou seja, provedoras de telefonia, internet e televisão, assim como já são muitas das Operadoras de TV a cabo no país.
No Brasil a NET já oferece o pacote 3Play, com TV, Banda Larga e Telefonia, com o VOIP da Embratel.
Além de beneficiar as telcos, esta tecnologia permite maior interação dos usuários com a TV, trazendo a escolha de conteúdo para suas mãos, além de poder significar uma redução significativa no valor do pacote fechado, em uma única conta.
O IPTV opera portanto de forma diferente dos sistemas tradicionais de televisão (cabo, satélite e terrestre), dado que só os programas selecionados e os conteúdos "on-Demand" são distribuídos ao consumidor. O IPTV dispõe sempre de duas vias de comunicação, oferecendo uma verdadeira interatividade entre o utilizador e o sistema.
Com a IPTV é possível, por exemplo, atender a uma chamada telefônica na televisão e ver, em uma janela Picture-in-Picture, a imagem da pessoa com quem se está falando. É possível, também, comprar imediatamente um produto que esteja sendo anunciado, ou que seja exibido em uma novela.
Para se ter um serviço de IPTV de alta qualidade, nível Brodcasting é necessário uma banda larga de pelo menos 4 megas, totalmente exclusivos para o serviço, isto é, é necessário separar a banda de Internet normal da banda do IPTV.
Cenário Actual
Portugal
Em Portugal, o IPTV já é disponibilizado pela Clix que usa uma plataforma de IPTV própria desde Abril de 2006 e pela PT Comunicações, que utiliza plataforma da Microsoft, desde Junho de 2007.
Clix
O serviço do Clix (Clix SmarTV) inclui serviço fixo de telefone sem assinatura, chamadas ilimitadas, internet de banda larga a 12 Mb ou a 24 Mb e serviço de TV com possibilidade de personalizar canais (pacotes base: Clix SmarTV Free, Clix SmarTV Best of 45, Clix SmarTV Best of 65 e Clix SmarTV Total; número total de canais: >100) e alugar vídeos
[editar] PT Comunicações
O serviço da PT Comunicações (MEO) inclui serviço fixo de telefone sem assinatura, chamadas ilimitadas dentro da rede PT, internet de banda larga com tráfego ilimitado e serviço de TV com possibilidade de personalizar canais (pacotes base: MEO 30 e MEO 30+10; número total de canais: 78), alugar videos e gravar conteúdos. Para mais informações, [1].
Brasil
No Brasil, sabe-se que as seguintes operadoras de telefonia já estão em fase de testes para prestação do serviço IPTV em suas redes IP :
* GVT
* Brasil Telecom: A Brt já lançou seu primeiro serviço de video, o Videon, como estratégia para entrar no mercado de IPTV.
* Oi
* Telefônica
Deve acontecer até o final do ano o lançamento comercial da solução de algumas destas companhias, no entanto o serviço deve-se limitar a VOD (aluguel de vídeos), já que ainda existem alguns empecilhos regulatórios para que as operadoras possam oferecer o serviço de TV por assinatura no Brasil.
Criminoso dos Estados Unidos da América
Kevin David Mitnick (Van Nuys, Califórnia, 6 de agosto de 1963) foi um cracker estado-unidense, conhecido mundialmente a partir dos anos 90. Atualmente trabalha como gerente de uma empresa de segurança.
Biografia
Mitnick, que cometeu os primeiros delitos em 1980. Invadiu vários computadores, como o da NSA, do centro de espionagem dos Estados Unidos, de operadora de celulares, de empresas de tecnologia e provedores de internet. Foi preso em 1995 e libertado em 2000 após pagar uma fiança de U$4000. Ficou três anos em liberdade condicional, sem poder conectar-se à internet. Hoje trabalha como consultor de segurança na Web.
Sua história começa na adolescência em Los Angeles, durante os anos 70, quando invadiu o computador da sua escola e alterou algumas notas. Pouco tempo depois, passou a interessar-se pela pirataria de sistemas telefônicos. Para isso, chegou a invadir as instalações da Pacific Bell para furtar manuais técnicos. Entretanto, como ele tinha apenas 17 anos, acabou não sendo condenado.
Prisão
A persistência em invadir sistemas o levou à prisão pela primeira vez aos 32 anos de idade, quando ele foi condenado a um ano de prisão por invasão de sistema e furto de software da DEC. Sua então namorada Suzy Thunder disse às autoridades que Mitnick seria capaz de causar uma crise nuclear apenas usando um telefone. Quando ele saiu da prisão, seu telefone passou a ser monitorado, assim como suas atividades. Então, coisas estranhas começaram a ocorrer. O telefone do encarregado pela sua liberdade condicional foi desconectado, sem que a companhia telefônica conseguisse explicar o motivo e registros de crédito de um juiz foram alterados em uma empresa.
Fugitivo
Sem autorização, Kevin viajou a Israel para encontrar amigos crackers, violando sua condicional. Como a polícia suspeitava que ele continuava invadindo sistemas, Mitnick resolveu desaparecer. Para isso, utilizou uma identidade falsa, passando-se por outra pessoa.
Então, como fugitivo da polícia sua atividade cracker continuou cada vez mais intensa. Invasões em sistemas de telefonia celular e furto on-line de softwares foram atribuídos a Mitnick, aumentando o interesse pela sua captura.
Armadilha
Em 1994, Tsutomu Shimomura era um grande especialista em segurança do Centro Nacional de Supercomputacão em San Diego, Califórnia. Durante suas férias, seu computador pessoal - que estava conectado via Internet com aquele centro - fora invadido. Além disso, em 27 de dezembro daquele ano, uma pessoa deixou uma mensagem na caixa postal do telefone de Shimomura.
Tsutomu Shimomura, com sua reputação técnica abalada, preparou uma armadilha para Mitnick. Em primeiro lugar, colocou a mensagem da secretária eletrônica na Internet, tornado-a pública. Ele imaginou que, dessa forma, Kevin entraria novamente em contato.
Algum tempo depois, uma outra mensagem atribuída a Mitnick foi deixada na caixa postal de Tsutomu Shimomura. Ela dizia mais ou menos o seguinte: " Ah Tsutomu, meu discípulo aprendiz. Você pôs minha voz na Internet. Estou muito desgostoso com isso ".
Com o FBI acionado e com a colaboração da National Security Agency, o computador de Shimomura passou a ser monitorado 24 horas por dia em busca de qualquer indicio de invasão. Da mesma forma, o seu telefone passou a ser rastreado.
Algum tempo depois, uma outra mensagem atribuída a Mitnick foi deixada na caixa postal de Shimomura.
Essa ligação foi rastreada e em 15 de fevereiro de 1995, as autoridades com a colaboração de técnicos da Sprint Cellular concluíram que o suspeito estava operando na Carolina do Norte. Com scanners de freqüência, eles verificaram um sinal suspeito vindo de um edifício de apartamentos em Players Court. Com uma ordem judicial, Kevin foi finalmente preso.
Liberdade longe dos computadores - após cinco anos preso, Kevin Mitnick foi libertado em 2000 com a condição de manter-se longe de computadores, celulares e telefones portáteis pelo período de três anos.
Atualmente, passado o período em que deveria manter-se longe dos computadores, Kevin Mitnick escreve livros e artigos sobre segurança de informações, profere palestras em diversos países e trabalha como consultor em segurança de sistemas.
Pocket PC
Pocket PC, de acordo com a Microsoft, é um dispositivo de mão que possibilita aos seus usuários armazenar e receber e-mails, contatos, compromissos, tarefas, tocar arquivos multimídia, jogos, trocar mensagens de texto (IM), navegar na internet e muito mais.
O Pocket PC roda uma variante do sistema operativo Windows CE. Tem muitas das capacidades dos PCs portáteis contemporâneos, e estão actualmente disponíveis milhares de aplicações para Pocket PC, muitas das quais gratuitas. Alguns destes dispositivos, equipados com o Microsoft Windows Mobile Phone Edition, também podem funcionar como telefone celular. Os Pocket PCs podem ainda ser usados com muitos outros dispositivos, como receptores de GPS ou leitores de código de barras.
Em Outubro de 2005 a Microsoft lançou uma nova versão do sistema operativo que equipa os Pocket PCs, o Windows Mobile 5.0. A principal novidade é a memória persistente, que é um novo tipo de memoria RAM, que mesmo que a bateria fique totalmente descarregada os dados contidos na RAM não são perdidos.
A categoria da Microsoft é dividida em Pocket PC e Pocket PC Phone Edition, que nada mais é que um Pocket PC com um telefone celular (no Brasil, ou telemóvel em Portugal) integrado.
Outro ponto a destacar é que o Pocket PC Phone Edition, mesmo tendo acesso à rede celular (GSM/GPRS/EDGE ou CDMA/1XRTT/EVDO), ainda poderá ter acesso a uma rede Wi-fi, caso tenha um chip Wi-fi interno. Mais recentemente já existem dispositivos com tecnologia 3G também conhecido por UMTS e até 3,5G também conhecido por HSDPA.
fonte:wikipedia
PDA
Personal digital assistants (PDAs ou Handhelds), ou Assistente Pessoal Digital, é um computador de dimensões reduzidas (cerca de A6), dotado de grande capacidade computacional, cumprindo as funções de agenda e sistema informático de escritório elementar, com possibilidade de interconexão com um computador pessoal e uma rede informática sem fios - wi-fi - para acesso a correio electrónico e internet.
Os PDAs de hoje possuem grande quantidade de memória e diversos softwares para várias áreas de interesse.
Os modelos mais sofisticados possuem modem (para acesso à internet), câmera digital acoplada (para fotos e filmagens), tela colorida, rede sem fio embutida.
Os PDAs guardam das agendas electrónicas somente as dimensões, pois sua utilidade e aplicabilidade estão se aproximando cada vez mais rapidamente dos computadores de mesa. Existem duas famílias principais de PDA no mercado hoje: Os PalmOne e os Pocket PC. Os PalmOne utilizam o sistema operacional Palm OS da PalmSource (ex-Palm Computing), um sistema estável, mas restrito quanto ao número de fabricantes que o adoptaram, actualmente o sistema operativo mais utilizado no mundo é o Windows Mobile, como comprova, todos os estudos de mercado, de tal modo que a própria Palm passou também a adoptar esse sistema nos terminais com função celular como é o exemplo do Palm Treo 700 e 750v e treo 500v.
Os Pocket PC utilizam o sistema Windows Mobile (também conhecido como Pocket PC) e com base noWindows CE) da Microsoft, que é "compatível" com o Windows e foi adotado por uma gama bem variada de fabricantes de PDA. Hoje em dia a última versão do sistema operacional para Pocket PC é a Windows Mobile 6. Estes PDAs utilizam programas que possibilitam a troca de dados com programas do Windows dos computadores de mesa. actualmente existem varios grupos de língua portuguesa de referencia, ne desenvolvimento e ajuda aos utilizadores desta plataforma como http://www.wince.com.br/ http://www.pocketpt.net/
O número de PDAs no mundo vem crescendo de forma exponencial, mas tendências indicam que em poucos anos os Smartphones (desenvolvido através da "fusão" entre um PDA e um telefone celular) serão maioria absoluta. Veja, como exemplo, a linha Treo, da Palm.
Atualmente os PDAs estão fazendo de tudo. Desde tocar mp3 e tirar fotos, até servir de controle remoto para os seus equipamentos electrónicos.
Existem também PDAs rodando o sistema operacional Linux. Um dos projectos mais conhecidos e interessante é o Pocket Linux, desenvolvido todo com base na distribuição do Debian, a ideia é criar um Linux extremamente fácil de manipular e utilizar, para substituir o sistema operacional proprietário de vários PDAs. A interface é simples e bem familiar aos usuários dos portáteis, e pode ser moldada através de temas que os próprios usuários podem criar, estes temas e configurações são salvos em XML podendo facilmente ser transportados para outros SO`s proprietários. O sistema tem um bom conjunto de aplicativos, como cliente de e-mail, leitor de música digital, jogos e até visualizadores de vídeo. O reconhecimento de escrita também está presente, e pode-se utilizar o teclado na tela do PDA. A indispensável sincronização com o PC também está disponível.
fonte:wikipédia
o que é iPhone?
O iPhone é um smartphone desenvolvido pela Apple Inc. com funções de iPod, câmera digital e Internet. Ele também oferece serviços de internet como e-mail, mensagens de texto, navegador internet, visual voicemail e conexão Wi-Fi local. A interação com o usuário é feita através de uma tela sensível ao toque. Apple registrou mais de 200 patentes relacionadas com a tecnologia por trás do iPhone[1]
O iPhone está disponível na Apple Store e pela AT&T Mobility, antiga Cingular Wireless, por um preço de US$ 399 para o modelo de 8 GB, ou US$ 499 por um de 16 GB. Anunciado em 9 de Janeiro de 2007, o iPhone foi lançado no dia 29 de Junho de 2007 nos EUA.
Foi lançado em 9 de Novembro de 2007 na Alemanha e Reino Unido e em 29 de Novembro na França.
Até Janeiro de 2008 foram vendidos quatro milhões de iPhones.
Em 2008 será lançado no mercado asiático e resto da Europa.
O iPhone deverá chegar no mercado brasileiro em 2009.
Embora a Apple já esteja realizando uma campanha para frear a venda paralela do iPhone. A empresa está negociando com duas redes varejistas um acordo para a venda do aparelho no Brasil, diz nota publicada num relatório reservado.
Anúncio
O produto foi anunciado no evento MacWorld Conference & Expo 2007 (realizado anualmente em São Francisco), pelo diretor-executivo da Apple, Steve Jobs. Segundo Jobs, o iPhone vai reinventar o telefone, pois será muito mais fácil de usar que os smartphones atuais.
Características
Apple lançou um guia de tour assistido explicando uma série de características do iPhone por meio de vídeos explicativos.[3]
Bloqueios
A Apple define uma complicada lista daquilo que pode e não pode ser feito com o aparelho, incluindo:
* Instalação de aplicativos de terceiros;
* Desbloqueio para uso com qualquer operadora da escolha do consumidor;
* Impossibilidade de uso como MP3 Player e acesso Internet a não ser que tenha sido também ativado como telefone junto a uma operadora autorizada;
Estes bloqueios são levados a sério pela Apple. A atualização de software de Setembro de 2007 apagou softwares não autorizados e, em alguns casos, impossibilitou definitivamente o uso do aparelho de qualquer forma. O aparelho que passa por tal processo é chamado pelos usuários de Bricked[4], em referência a um tijolo, já que o dispositivo torna-se automaticamente um caro peso de papel. A Apple não repara aparelhos que tenham sido desbloqueados, já que tal alteração implica na perda da garantia.
Tela sensível ao toque
A tela sensível ao toque HVGA (320×480 px em 160 ppi) com vidro de qualidade óptica[5] foi especialmente criada para ser usada com um dedo, ou múltiplos dedos para sensibilidade multi-touch. Não é necessária uma caneta stylus, e nenhuma pode ser usada, visto que o sistema é sensível apenas ao calor emitido pela pele humana.[6] Por esse motivo, às vezes pode ser incômodo manusear o aparelho, como em regiões frias em que os usuários terão que tirar suas luvas para usar o touchpad.[7][8]
Para entrada de texto, o dispositivo tem um teclado virtual na tela, Com um sistema de correção ortográfica, previsão de palavras e um dicionário inteligente que tem a capacidade de aprender novas palavras. Para novos usuários o sistema pode frustrar no começo, com falhas simples como pressionamento errado de teclas e ritmo de digitação. A Apple disponibilizou no seu website vídeos explicativos de como interagir corretamente com o sistema.[9]
O multi-touch permite não só executar comandos tocando na tela, mas ir além, rolando listas com o deslizar do dedo e ampliando e reduzindo imagens com o movimento de pinça do polegar e do indicador. A tela é capaz de reconhecer toques simultâneos, permitindo ao telefone reconhecer gestos e oferecer uma interação mais rica, permitindo que o usuário 'manipule' os objetos. Steve Jobs demonstrou na primeira apresentação pública do produto, em janeiro de 2007, o uso do recurso para navegar por capa de álbuns musicais (Cover Flow, recurso que já existia no iTunes), para fazer o zoom de fotos e mapas e para explorar páginas da web no navegador Safari, focalizando pedaços específicos da tela pelo movimento de pinça do polegar e do indicador, e enquadrando trechos, como fotos ou colunas, com um duplo toque do dedo.
Outros sensores
A tela responde a três sensores: um primeiro sensor de presença que desliga a tela e o touch screen quando o iPhone é aproximado do rosto, para economizar bateria e prevenir toques indesejados na tela por meio da orelha ou rosto do usuário. Um segundo sensor de luz ambiente controla a luminosidade do visor para economizar bateria e um acelerômetro que sente a orientação do telefone e muda o conteúdo da tela de acordo. Navegação na web e reprodução de música suportam três modos de orientação, enquanto vídeos apenas podem ser reproduzidos no modo Widescreen
Um único botão físico na parte frontal leva o usuário ao menu principal, E subseleções são feitas pela tela. O iPhone usa uma visualização de tela inteira, com menus de contexto específicos no topo/rodapé de cada página, às vezes dependendo da orientação da tela. Telas de detalhes apresentam um botão no topo da tela de 'voltar', o que equivale a subir um menu.
O iPhone possui três botões nas laterais: dormir/acordar (no topo do aparelho) aumentar/diminuir volume, desligar/ligar campainha. (na lateral esquerda). Todas as outras operações multimídias ou de telefone são feitas pela touch screen.
Telefone
O iPhone permite conferência, chamada em espera, união de chamadas, identificador de chamadas e integração com outros serviços de operadoras celulares e funções do iPhone. Por exemplo, uma música é interrompida gradativamente quando o usuário recebe uma chamada. Logo que a chamada é terminada a música gradativamente volta a tocar.
O iPhone inclui um recurso de Visual Voicemail ('Correio de voz visual') em parceria com a AT&T Mobility, que permite aos usuários ver a lista atual de mensagens de voz aguardando. Diferentemente dos outros sistemas, as mensagens podem ser escutadas fora da ordem cronológica, apenas escolhendo-se a mensagem desejada na lista. AT&T reformou completamente sua infra-estrutura de Correio de voz para acomodar esse novo recurso desenvolvido pela Apple.
Mensagens SMS são apresentadas cronologicamente em um formato de caixa de mensagens muito parecido com o Apple Mail, que coloca todas as mensagens dos recipientes junto com as respostas. Mensagens de texto são mostradas em balões de quadrinhos (como o iChat) com cada nome dos destinatários.
O iPhone contém uma câmera de 2.0 megapixels, que não possui função macro ou flash. A qualidade da câmera é muito criticada pelos especialistas em fotografia, que consideram o modelo muito fraco para os recursos que o telefone oferece.[10] Um dos problemas também apontados é a impossibilidade de se gravar vídeos com a câmera.
O usuário pode dar zoom nas fotos apenas esticando os dedos com movimento de pinça do polegar e do indicador sobre a tela multi-touch. O software pode interagir com o iPhoto, disponível em computadores Macintosh.
Fotos de usuários ao redor do mundo tiradas com a câmera do iPhone podem ser facilmente encontradas usando o Flickr
Multimídia
O layout da biblioteca de música difere do dos modelos anteriores de iPod, com seções divididas de modo alfabético e mais claro, e um tamanho de fonte maior. Similar aos iPods anteriores, o iPhone pode organizar sua biblioteca de mídia por músicas, artistas, álbuns, vídeos, listas de reprodução, gêneros, compositores, podcasts, audiobooks e compilações. O Cover Flow, como no iTunes, mostra diferentes capas de álbuns em um sistema através de scroll. Para usar o scroll é apenas passar o dedo pelo meio da tela, no sentido de comprimento.
Como a quinta geração do iPod introduzida em 2005, O iPhone pode tocar vídeos, permitindo aos usuários assistirem shows de TV e filmes. Diferentemente de qualquer outro conteúdo de imagem, vídeos no iPhone tocam apenas na orientação de paisagem quando o telefone é girado para os lados. Dois toques seguidos na tela servem a trocar entre o modo real Widescreen (com faixas pretas na parte superior e inferior da tela) e o modo de zoom (para preencher toda a tela do iPhone.)
Conectividade com a Web
O iPhone possui Wi-fi embutido, o que o torna capaz de acessar a World Wide Web (através de uma rede sem fio) por meio de uma versão modificada do web browser Safari. O iPhone é também capaz de conectar-se à internet por meio de uma rede EDGE, porém não é capaz de se conectar a redes 3G/HSDPA. Steve Jobs mencionou na sua apresentação na Keynote que o suporte a 3G poderá ser um recurso futuro em uma nova versão.[6] O uso de redes EDGE ao invés de 3G anda sempre bem criticada por analistas. Quando o usuário não está em um hotspot Wi-Fi, a conexão de rede do iPhone usará automaticamente a rede EDGE, que, durante o lançamento, especialistas descobriram ser "assustadoramente lenta" quando o iPhone demorou mais de 100 segundos para fazer o download da webpage do Yahoo! pela primeira vez.[11] Imediatamente depois, entretanto, foi observado que a velocidade da rede aumentou para quase 200kbps, por causa dos upgrades de infraestrutura da rede EDGE que a AT&T estava fazendo por causa do lançamento do aparelho.[12]
O browser da web mostra páginas completas, ao contrário das páginas simplificadas que são mostradas em não-smartphones. Porém o iPhone não suporta as tecnologias Flash e Java.[13][14] Páginas da web podem ser vistas em orientação paisagem ou verticalmente e suportam zoom automático usando com o movimento de pinça do polegar e do indicador, ou dando um duplo toque em imagens ou texto. O iPhone também possui Bluetooth 2.x + EDR embutido, funcionando com fones sem fio que usam a tecnologia Bluetooth 2.0.
Um acordo entre Apple e Google permitiu o acesso a uma versão especificamente modificada do Google Maps - Em formato de mapa, lista local ou satélite, que também fornece opcionalmente informações de tráfego em tempo real. Durante o anúncio do produto, Jobs demonstrou esse recurso procurando por uma loja próxima da cafeteria Starbucks e realizando uma chamada para a mesma com um simples toque na tela.[15][16]
E-mail
O iPhone também possui um cliente de e-mail HTML que permite ao usuário inserir fotos em uma mensagem de e-mail. Anexos PDF, Microsoft Word e Microsoft Excel podem apenas ser visualizadas no telefone.[17] Yahoo! é o único provedor de e-mail que vai oferecer um serviço grátis de Push-IMAP similar no que existe no BlackBerry. Protocolos padrão de e-mail IMAP e POP3 também são suportados, incluindo Microsoft Exchange. O iPhone sincroniza configurações de conta de e-mail através do aplicativo Apple Mail, Microsoft Outlook e Microsoft Entourage, ou pode ser manualmente configurado usando a ferramenta de configuração do próprio dispositivo. Com os parâmetros corretos, o programa de e-mail pode checar várias contas baseadas na web e ativadas por IMAP ou POP3 como GMail, Mac mail e AOL[18]
OS X
Apple confirmou de que uma versão otimizada do sistema operacional Mac OS X (sem componentes desnecessários) é executado no iPhone, porém as diferenças entre o sistema operacional (OS X) executando nos computadores Macintosh e no iPhone não foram oficialmente explicadas. O iPhone possui uma CPU ARM, sendo a versão do OS X que é executada no iPhone difere da versão de desktop pelo fato que ela foi escrita para as instruções de arquitetura ARM ao invés de x86 e PowerPC ISA na qual a versão do OS X para Mac foi escrita.
O sistema operacional ocupa aproximadamente 700MB do total do dispositivo de 8 ou 16 gigabytes.[11] Isto o tornará futuramente capaz de suportar aplicativos futuros da Apple, a qual pretende oferecer um modo simples e prático de fazer o update do sistema operacional do iPhone, de uma maneira fashion e clean similar à da qual Mac OSX e iPod são atualizados, e isso é uma grande vantagem se comparados com outros telefones celulares.[19]
Widgets, similares nos que estão disponíveis no Dashboard do Mac OS X, foram incluídos no iPhone. Eles incluem informações de ações de mercado e widgets de clima e tempo.
A versão OS X do iPhone também inclui o componente de software Core Animation que é responsável pelas animações suaves usadas na interface de usuário. Core Animation não foi ainda lançado para Mac, porém ele faz parte do Mac OS X v10.5.
A versão do OS X em aparentemente um iPhone é "OS X 1.0 (1A543a)", como foi visto em um log de um travamento no aplicativo MobileMail.[20][21] O aplicativo estava aparentemente sendo executado como um super usuário.
Aplicativos
O iPhone tem vários aplicativos localizados na sua Home Screen, incluindo YouTube. A transmissão é feita sobre Wi-fi e/ou EDGE e os vídeos são codificados usando o codec H.264 do QuickTime, para o qual YouTube já converteu cerca de 10,000 vídeos. É esperado que todo o catálogo seja convertido até o final de 2007, e por esse motivo o aplicativo do YouTube no iPhone pode apenas ver uma certa seleção de vídeos do site.
Na WWDC 2007 Conference em 11 de Junho de 2007, Apple, Inc. anunciou que o iPhone irá suportar "aplicativos" de terceiros via Safari web browser, que irão compartilhar o aspecto e design da interface do iPhone. Os aplicativos devem ser criados em Ajax ou JavaScript para assegurar a segurança do dispositivo.[22] O iPhone não pode instalar programas completos de ninguém, exceto Apple, Inc.[23] Steve Jobs porém fez referências a programas completos que podem ser criados por outras empresas além da Apple.[24][25]
Analistas também criticam que o iPhone tem falta de um software de firewall, que alguns experts afirmam ser um risco de segurança.[26] Não foi confirmado pela Apple ou por analistas independentes que usaram o dispositivo para testes se ele contém ou não um firewall. Daniel Eran afirma que: "Dulaney não sabe se o iPhone tem um firewall, não há razão para sugerir que a sua instalação do OS X não irá oferecer um firewall, e não oferece motivos porque um dispositivo móvel poderá necessitar um firewall, de qualquer modo."
O iPhone contém uma bateria interna não removível, similar à dos iPods atualmente no mercado. Uma vez que a vida útil da bateria acaba, o telefone necessitará ser retornado para Apple para ter sua bateria trocada por uma taxa.[11] O custo de troca de bateria é $79 e $6.95 para despesas de postagem. A bateria é capaz de fornecer autonomia aproximada de oito horas de conversação, seis horas de uso de internet, sete horas de reprodução de vídeo e mais de 24 horas de reprodução de música, além de aproximadamente 250 horas em standby
Os novos fones de ouvido são similares aos dos atuais iPods, porém incorporam um microfone embutido. As chamadas podem ser atendidas e terminadas apenas sacudindo o microfone. O conector TRS de 3,5 mm fica localizado no topo do telefone, do lado direito, (como é visto de frente) onde são conectados os fones. Fones sem fio Bluetooth compatíveis com o iPhone são vendidos separadamente.
O altofalante é usado duplamente para operações de handsfree e reprodução de conteúdo multimídia.
O chip SIM fica localizado em um slot no topo do dispositivo, e o celular deve ser ativado usando o iTunes antes que se possa realizar qualquer operação.
Disputas judiciais
Em dezembro de 2006 a empresa Linksys, uma das divisões da Cisco Systems, havia anunciado o lançamento do telefone iPhone, que faz chamadas usando a internet, já tendo lançado os modelos e patenteado o nome da marca. Após uma tentativa de negociação frustada, a Cisco System estava processando a Apple [30] pelo uso indevido do nome. Em fevereiro de 2007, as duas empresas chegam a um acordo de uso compartilhado, permitindo ao iPhone continuar com seu nome original.
A fabricante de equipamentos de rede Cisco Systems, detentora da marca iPhone desde 2000 depois de comprar a Infogear, anunciou acordo com a Apple para a utilização de sua marca iPhone[31]. Em comunicado conjunto, as companhias afirmaram que ambas poderão usar a marca iPhone em seus produtos e cada lado irá cancelar qualquer processo pendente em relação ao uso do nome. Além disso, Cisco e Apple vão explorar oportunidades para trabalharem juntas nas áreas de segurança e comunicações.
Concorrentes
Empresas concorrentes no ramo de celular, como a LG, também possuem celulares 'touchscreens', como o iPhone. O modelo da LG (lançado no Brasil) é o "Prada" (KE850), que apesar de ter chegado ao Brasil e Venezuela somente após o lançamento oficial do iPhone nos EUA, foi lançado antes mesmo do iPhone globalmente na Itália, Alemanha, Reino Unido, França, Coréia do Sul, Taiwan, Cingapura e Hong Kong. Ambos os modelos contam com um amplo visor e uma câmera de 2 megapixels, mas o iPhone possui vantagens que o destacam frente a seu concorrente, como o multitouch e uma interface mais estilosa e amigável que o Prada, apesar de não possuir entrada para memória externa (MicroSD) como seu concorrente (possui apenas um HD interno).
Especificações
As seguintes especificações estão listadas no website da Apple:
* Tamanho da tela: 8.9cm (3.5 in)
* Resolução da tela: 320x480 pixels em 160 ppi
* Método de entrada: Tela Multi-touch sensível ao toque (O botão "home" é o único botão frontal físico.)
* Sistema Operacional: Mac OS X
* Armazenamento: 8 GB e 16GB, memória flash interna
* Quad band GSM (GSM 850, GSM 900, GSM 1800, GSM 1900)
* Wi-Fi (802.11b/802.11g), EDGE e Bluetooth 2.0 com EDR
* Câmera de 2.0 megapixel
* Bateria interna não-removível e recarregável, Com autonomia aproximada de 8 horas de conversação, 6 horas de uso de internet, 7 horas de reprodução de vídeo e mais de 24 horas de reprodução de música, além de aproximadamente 250 horas em standby
* Tamanho: 115×61×11.6 mm (4.5×2.4×0.46 in)
* Peso: 135 g (4.8 oz)
Conteúdo da embalagem
* iPhone
* Fones de ouvido estéreo
* Dock
* Conector USB para Dock
* Adaptador de força USB
* Documentação (incluindo dois adesivos da Apple)
* Flanela de limpeza/polimento
(Um modelo de dock que carrega o iPhone e Apple Bluetooth Headset é vendido separadamente.)
TDMA
A sigla TDMA vem do inglês Time Division Multiple Access , que quer dizer “Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo”. O TDMA é um sistema de celular digital que funciona dividindo um canal de frequência em até seis intervalos de tempo distintos. Cada usuário ocupa um espaço de tempo específico na transmissão, o que impede problemas de interferência.
Os sistemas celulares de segunda geração como o IS 54, IS 136 e o GSM utilizam o TDMA na sua interface com a estação móvel.
Um dos padrões de comunicação de voz via ondas de rádio, utilizado por operadoras nos serviços de telefonia celular digital, baseado em TDM. Consiste na divisão de cada canal celular em três períodos de tempo para aumentar a quantidade de dados que pode ser transmitida. Cada canal TDMA americano tem a mesma largura de banda dos canais AMPS, 30 KHz, e é usado por três assinantes. O sinal digitalizado de cada assinante, de 64 Kbps, é comprimido para 8 Kbps por vocoders (padrão IS-54). Em seguida, o sinal comprimido dos três assinantes é transmitido pelo mesmo canal, um por vez. Os padrões TDMA IS-54 e IS-136, portanto, aumentam em três vezes a capacidade do padrão AMPS. O padrão IS-136 difere do IS-54 pela introdução de um canal de controle digital.
Fonte: Wikipedia
IEEE 802.16
O padrão IEEE 802.16, completo em outubro de 2001 e publicado em 8 de abril de 2002, especifica uma interface sem fio para redes metropolitanas (WMAN). Foi atribuído a este padrão, o nome WiMAX (Worldwide Interoperability for Microwave Access/Interoperabilidade Mundial para Acesso de Micro-ondas). O termo WiMAX foi cunhado por um grupo de indústrias conhecido como WiMAX Forum cujo objetivo é promover a compatibilidade e inter-operabilidade entre equipamentos baseados no padrão IEEE 802.16. Este padrão é similar ao padrão Wi-Fi (IEEE 802.11), que já é bastante difundido, porém agrega conhecimentos e recursos mais recentes, visando um melhor desempenho de comunicação.
O padrão WiMAX tem como objetivo estabelecer a parte final da infra-estrutura de conexão de banda larga (last mile) oferecendo conectividade para uso doméstico, empresarial e em hotspots.
Funcionamento
As redes WiMAX funcionam de maneira semelhante à das redes Bluetooth. As transmissões de dados podem chegar aos 70Mbps a uma distância de até 50Km (radial). O funcionamento é parecido com o do Bluetooth e o Wi-Fi (no ponto de vista de ser transmissão e recepção de ondas de rádio), usado para comunicação entre pequenos dispositivos de uso pessoal, como PDAs, telefones celulares (telemóveis) de nova geração, computadores portáteis, mas também é utilizado para a comunicação de periféricos, como impressoras, scanners, etc. O WiMAX opera na faixa ISM (Industrial, Scientific, Medical) centrada em 2,45 GHz, que era formalmente reservada para alguns grupos de usuários profissionais. Nos Estados Unidos, a faixa ISM varia de 2400 a 2483,5 MHz. Na maioria da Europa, a mesma banda também está disponível. No Japão, a faixa varia de 2400 a 2500 MHz.
Prós
* Diminui custos de infra-estrutura de banda larga para conexão com o usuário final (last mile);
* Deverá ter uma aceitação grande por usuários, seguindo a tecnologia Wi-Fi (IEEE 802.11) e diminuindo ainda mais os custos da tecnologia;
* Possibilitará, segundo a especificação, altas taxas de transmissão de dados;
* Possibilitará a criação de uma rede de cobertura de conexão de Internet similar à de cobertura celular, permitindo acesso à Internet mesmo em movimento;
* Existe amplo suporte do desenvolvimento e aprimoramento desta tecnologia por parte da indústria.
Contras
* Nos testes atualmente realizados mostrou-se como grande frustração quanto à taxa de transmissão;
* Apesar das muitas iniciativas e pesquisas, essa tecnologia ainda tem um período de maturação a ser atingido;
* Pode, em alguns paises, haver sobreposição de utilização de freqüência com algum serviço já existente;
* Em alguns países a tecnologia já foi inviabilizada devido a uma política específica para proteção do investimento de capital (CAPEX), já realizado com licenças da tecnologia de telefonia móvel UMTS.
* Nas faixas de frequência mais altas existem limitações quanto a interferências pela chuva, causando diminuição de taxas de transferências e dos raios de cobertura.
Crescimento econômico
O benefício crucial do padrão WiMAX é a oferta de conexão internet banda larga em regiões onde não existe infra-estrutura de cabelagem telefónica ou de TV por Cabo, que sem a menor dúvida são muito mais custosos. Este benefício econômico do padrão sem fio para redes MAN proporciona a difusão dos serviços de banda larga em países em desenvolvimento, influenciando diretamente na melhoria das telecomunicações do país e conseqüentemente no seu desenvolvimento.
Segundo o relatório do CPqD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, do ano de 2006, sobre o Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, um dos requisitos para a implantação do SBTVD é a criação de um sistema WiMAX para todo o Território brasileiro. Segundo os dados que estão na página 88 deste relatório, para se estabelecer uma cobertura nacional (rural e urbana) são necessárias 2511 estações WiMAX (compostas de equipamentos de rádio, torre e antena) com um investimento total de apenas R$ 350 milhões de reais.
Testes
Um experimento da rede WiMAX feito em 2005 por uma grande operadora de telefonia celular dos Estados Unidos teve um resultado pouco animador. Foram relatados problemas para atingir os níveis esperados de transferência de dados, chegando apenas a um pequeno percentual dos níveis laboratoriais alcançados. Isto indica a falta de maturação da tecnologia.[carece de fontes?]
Outro local no qual foi instalado este tipo de tecnologia é Mangaratiba (RJ) (Brazil) (Reportagem: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI676163-EI4802,00.html).
A Intel executou em Minas Gerais, nas cidades de Belo Horizonte e Ouro Preto, vários testes muitos satisfatórios, sendo que em Ouro Preto o teste foi considerado como “Prova de Fogo” devido ao relevo montanhoso da cidade. Uma das experiências feita foi a instalação de uma antena WiMAX em uma Kombi com três computadores, a Kombi ficou estacionada na Praça Tiradentes, praça principal da cidade, e várias pessoas do local entraram na Kombi e acessaram a Internet e foi um sucesso, pois a BSU, estava instalada na Universidade, e a Praça não possui visada para a mesma. Estes testes foram realizadas com equipamentos com frequência de 3,5GHz, considerados pré-Wimax, por terem OFDM com 254 portadoras, atualmente os equipamentos em Ouro Preto operariam na frequência de 5,8GHz e somente com 32 portadoras, sem a possibilidade de reflexão, porem estão desligados a quase 1 ano por falta de assistência dos executores do projeto. Está previsto que no início do segundo semestre de 2007 Belo Horizonte esteja toda interconectada pela nova tecnologia.
Ouro Preto serviu como um rato de laboratório para o projeto, pois o marketing desenvolvido e apresentado nunca foi verdadeiro. Desde o início do projeto, os coordenadores não visaram o lado técnico e prático, somente o lado pedagógico, deixando a população local esperando por algo que nunca terão, e a comunidade técnica querendo ver o que não existe.
Wimax no Brasil
Em parceria com universidades, instituições e governos, a Intel liderou testes de WiMAX no Brasil, desde 2004, nas cidades de Brasília (DF), Ouro Preto (MG), Mangaratiba (RJ) e, mais recentemente, Belo Horizonte (MG). Até o final deste ano, a empresa promete começar a testar em São Paulo. Brasil Telecom, Vivo, Telefônica e várias outras empresas já anunciaram, publicamente, planos de implementação do WiMAX no Brasil. Podemos esperar que o mais breve possível vamos estar utilizando internet como se usa o celular hoje, a tendência é melhorar ainda mais essa tecnologia. A tecnologia WiMAX já é realidade nas cidades de FLorianópolis (SC) e São José (SC). A empresa responsável pela comercialização é a GlobalWave Telecom. E sera implantada na Bahia apartir de maio 2008 pela Embratel com acesso bandalarga para empresas.
Padrões IEEE
* IEEE 802.20 WAN 3GPP (GSM).
* IEEE 802.16 WirelessMAN ETSI HIPERMAN e HIPERACCESS.
* IEEE 802.11 WirelessLAN ETSI HIPERLAN.
* IEEE 802.15 BluetoohPAN ETSI HIPERPAN.
Fonte: Wikipedia
IEEE 802.15
Bluetooth é uma especificação industrial para áreas de redes pessoais sem fio (Wireless personal area networks - PANs). O Bluetooth provê uma maneira de conectar e trocar informações entre dispositivos como telefones celulares, notebooks, computadores, impressoras, câmeras digitais e consoles de videogames digitais através de uma freqüência de rádio de curto alcance globalmente não licenciada e segura. As especificações do Bluetooth foram desenvolvidas e licenciadas pelo “Bluetooth Special Interest Group”
Usos
Bluetooth é um protocolo padrão de comunicação primariamente projetado para baixo consumo de energia com baixo alcance, (dependendo da potência: 1 metro, 10 metros, 100 metros) baseado em microchips transmissores de baixo custo em cada dispositivo. O Bluetooth possibilita a comunicação desses dispositivos uns com os outros quando estão dentro do raio de alcance. Os dispositivos usam um sistema de comunicação via rádio, por isso não necessitam estar na linha de visão um do outro, e podem estar até em outros ambientes, contanto que a transmissão recebida seja suficientemente potente.
Deve-se ressaltar que, na maioria dos casos, o alcance efetivo dos dispositivos de classe 2 é estendido se eles se conectam a dispositivos de classe 1, se comparados com redes puras de classe 2. Isso pode ser obtido pela alta sensibilidade e potência de transmissão do dispositivo de classe 1. A alta potência de transmissão do dispositivo de classe 1 permite a recepção da alta potência pelo dispositivo de classe 2. Além disso, a alta sensibilidade do dispositivo de classe 1 permite a recepção da baixa potência de transmissão de força dos dispositivos de classe 2, permitindo assim a operação de dispositivos de classe 2 a grandes distâncias. Dispositivos que possuem um amplificador de potência na transmissão têm uma sensibilidade de recepção melhorada, e existem antenas altamente otimizadas que normalmente alcançam distâncias de 1 km usando o padrão Bluetooth classe 1.
Perfis Bluetooth
Para usar a tecnologia Bluetooth, o dispositivo deve ser compatível com certos perfis Bluetooth. Esses perfis determinam as possíveis aplicações e usos da tecnologia.
Lista de aplicações
As aplicações mais prevalentes do Bluetooth incluem:
* Controle sem fio e comunicação entre celulares e fones de ouvido sem fio ou sistemas viva voz para carros. Essa foi uma das mais antigas aplicações da tecnologia a se tornar popular.
* Comunicação sem fio entre PCs em um espaço pequeno onde pequena banda é necessária.
* Comunicação sem fio entre PCs e dispositivos de entrada e saída, como mouse, teclados e impressoras.
* Comunicação sem fio entre telefones celulares e estações de telefonia fixa, para funcionar como um telefone sem fio dentro da área de cobertura e economizar em tarifas de serviço telefônico.
* Transferência de arquivos entre dispositivos usando OBEX.
* Tranferência de contatos, anotações e eventos de calendário e lembretes entre dispositivos com OBEX.
* Substituição de dispositivos seriais tradicionais com fio em equipamentos de teste, receptores GPS, equipamentos médicos, leitores de código de barras e dispositivos de controle de tráfego.
* Para controles onde o infravermelho era tradicionalmente utilizado.
* Enviar pequenas propagandas para dispositivos ativados por Bluetooth.
* Consoles de videogames da nova geração - Nintendo Wii e Play Station 3 usam Bluetooth para seus respectivos controles sem fio.
* Acesso dial-up à internet em um computador pessoal ou PDA usando um celular compatível com dados como modem.
* Receber conteúdo comercial (Spam) via um kiosque, como em um cinema ou lobby.
Bluetooth vs. Wi-Fi em rede
Bluetooth e Wi-Fi têm aplicações ligeiramente diferentes nos escritórios e casas de hoje, e durante movimento: configurando redes, imprimindo, ou até transferindo apresentações e arquivos de PDAs para computadores. Ambas são versões da tecnologia não licenciada Spread Spectrum (Tradução livre como “Espectro espalhado”).
Bluetooth difere do Wi-Fi porque a última oferece alta potência de transmissão e cobre grandes distâncias, porém requer hardware mais caro e robusto com alto consumo de energia. Elas usam a mesma freqüência de transmissão, porém empregam esquemas de multiplexagem diferentes. Enquanto o Bluetooth é um substituto para o cabo em uma variedade de aplicações, o Wi-Fi é um substituto do cabo apenas para acesso à rede local.
Bluetooth
Existem vários produtos ativados por Bluetooth, como celulares, impressoras, modems e fones de ouvido sem fio. A tecnologia é útil quando é necessária transferência de informações entre dois ou mais dispositivos que estão perto um do outro ou em outras situações onde não é necessária alta taxa de transferência. O Bluetooth é comumente usado para transferir dados de áudio para/de celulares (por exemplo, com um fone sem fio) ou transferir dados entre computadores de bolso (transferência de arquivos).
Bluetooth simplifica a descoberta e configuração de serviços entre dispositivos. Os dispositivos Bluetooth anunciam todos os serviços que eles suportam e podem fornecer, e por isso, faz com que o uso de serviços seja simples pela falta da necessidade de configurar endereços de rede ou permissões como em outras tecnologias.
Wi-Fi
Wi-Fi é mais parecido com conexões Ethernet tradicionais, e requer configuração para instalar recursos compartilhados, transmitir arquivos, e configurar links de áudio (por exemplo, fones de ouvido e dispositivos hands-free). Essa tecnologia usa a mesma freqüência de transmissão que o Bluetooth, porém com alta potência, resultando em uma conexão de rádio mais forte. Wi-Fi é às vezes chamada de “Wireless Ethernet”. Essa descrição é correta e também provê uma indicação da suas relativas forças e pontos fracos. Wi-Fi requer mais configurações, porém é melhor para operar redes de alta-escala pelo fato de suportar conexões rápidas e seguras e com melhor potência de transmissão e recepção da estação-base do que o Bluetooth.
Requerimentos de sistema
Um computador pessoal deve ter um adaptador Bluetooth instalado para poder se comunicar com outros dispositivos Bluetooth. Enquanto alguns computadores desktop já contêm um adaptador instalado internamente, a maioria requer um dongle Bluetooth (conhecido como “chaveiro bluetooth”). Vários computadores portáteis vêm de fábrica com um chip interno instalado.
Ao contrário do seu antecessor, infravermelho (IrDA), que requer um adaptador separado para cada dispositivo, Bluetooth permite a comunicação com vários dispositivos ao mesmo tempo com um computador apenas com um único adaptador.
Sistemas operacionais
Apple suporta a tecnologia Bluetooth em seu sistema operacional desde o Mac OS X versão 10.2 (Jaguar) lançada em 2002. O Linux suporta Bluetooth nas versões mais novas do Kernel. O NetBSD tem suporte desde a versão 4.0, tendo sido seu código de suporte ao protocolo portado para o FreeBSD e o OpenBSD. Nas plataformas Microsoft, O Windows XP Service Pack 2 e versões recentes possuem suporte para Bluetooth. Versões anteriores necessitam que o usuário instale seus próprios drivers Bluetooth, que não são diretamente suportados pela Microsoft. Windows Vista também inclui um suporte para Bluetooth que é uma expansão do módulo encontrado no Windows XP. Esse módulo suporta mais perfis Bluetooth, assim como drivers de terceiros que permitem que terceiros adicionem suporte para novos serviços e perfis.
A Microsoft não lançou nenhum módulo Bluetooth para versões antigas do Windows, como o Windows 2000 ou Windows Me.
Informações técnicas
Comunicação e conexão
Um dispositivo mestre Bluetooth pode se comunicar com até mais sete dispositivos. Esse grupo de rede com até oito dispositivos é chamado Piconet. Uma piconet é uma rede ad-hoc, usando protocolos de tecnologia Bluetooth para permitir um dispositivo mestre de se interconectar com até sete dispositivos ativos. Até 255 dispositivos podem estar inativos, “estacionados”, com os quais o dispositivo mestre pode se comunicar e trazer de volta ao status de ativo a qualquer momento.
Em qualquer momento, dados podem ser transferidos entre o mestre e outro dispositivo, porém os dispositivos podem trocar de posição e o escravo pode se tornar o mestre a qualquer momento. O mestre troca rapidamente de um dispositivo para outro, e transmissões simultâneas do mestre para vários outros dispositivos são possíveis, porém não muito utilizadas. Especificações de Bluetooth permitem conexão de duas ou mais piconets juntas para formar uma scatterner, com alguns dispositivos agindo como ponte para simultaneamente trabalhar como o mestre e o escravo em uma piconet.
Muitos adaptadores USB Bluetooth estão disponíveis também com um adaptador IrDA. Alguns adaptadores antigos (pré-2003), porém, têm serviços limitados, oferecendo apenas o enumerador Bluetooth e uma versão menos potente do rádio. Alguns dispositivos podem formar links entre computadores com Bluetooth, porém não fornecem a variedade de serviços que os adaptadores modernos oferecem.
Configurando conexões
Qualquer dispositivo Bluetooth irá transmitir os seguintes pacotes de informações por demanda:
* Nome do dispositivo
* Classe do dispositivo
* Lista de serviços disponíveis
* Informações técnicas, como por exemplo, características, fabricante, especificação Bluetooth e configuração de clock.
Qualquer dispositivo pode realizar uma varredura para encontrar outros dispositivos disponíveis para conexão, e qualquer dispositivo pode ser configurado para responder ou não a essas requisições. Porém, se o dispositivo que estiver tentando conectar souber o endereço do outro dispositivo, o mesmo vai sempre responder a requisições de conexões diretas e transmitir as informações da lista se requisitado. O uso dos dispositivos, porém, requer pareamento (conhecido também como “emparelhamento”) ou aceitação do proprietário, porém a conexão por si só ficará ativa e aguardando autorização até que seja finalizada ou até que saia do alcance. Alguns dispositivos podem se conectar apenas com um dispositivo por vez, e a conexão a esses dispositivos impede que eles possam receber requisições de outros ou que fiquem visíveis para outros aparelhos que estiverem realizando varredura.
Cada dispositivo é dotado de um número único de 48 bits que serve de identificação, no formato 00:00:00:00:00:00. Esses número é denominado “Endereço de Bluetooth” (Bluetooth Address) e são únicos e exclusivos para cada dispositivo fabricado, assim como o Endereço MAC das placas de rede. Os endereços geralmente não são mostrados, e no seu lugar aparecerá o nome corriqueiro (legível) do dispositivo, que pode ser configurado pelo proprietário. Esse nome aparecerá na lista de dispositivos disponíveis de qualquer aparelho que efetuar uma varredura.
Vários telefones têm o nome Bluetooth configurado de fábrica para o modelo do aparelho. Como o nome é mostrado na lista de resultados quando é efetuada a varredura, pode ser confuso, por exemplo, se houver vários celulares no alcance nomeados V3.
Pareando
Parear dispositivos é o ato de estabelecer uma comunicação segura “aprendendo” (por entrada do usuário) uma senha secreta. (passkey). O dispositivo que deseja se comunicar com um outro dispositivo deve informar uma senha que também deve ser digitada no outro dispositivo. Assim, depois de emparelhar, os dispositivos lembram os nomes amigáveis dos outros e conectam-se de forma transparente todas as vezes, assim como reconhecemos nossos amigos. Como o endereço Bluetooth é permanente, o pareamento é preservado, mesmo se o nome de algum dos dispositivos trocar. Pareamentos podem ser apagados (e assim ter as autorizações de conexão removidas) a qualquer momento. Muitos dispositivos exigem pareamento antes de permitir o uso dos seus serviços, com exceção de telefones Sony Ericsson, que geralmente permitem cartões de visita OBEX ou notas sem nenhum aviso, e muitas impressoras que permitem que qualquer aparelho use seus serviços.
Interface
Dispositivos Bluetooth operam na faixa ISM (Industrial, Scientific, Medical) centrada em 2,45 GHz que era formalmente reservada para alguns grupos de usuários profissionais. Nos Estados Unidos, a faixa ISM varia de 2400 a 2483,5 MHz. Na maioria da Europa a mesma banda também está disponível. No Japão a faixa varia de 2400 a 2500 MHz. Os dispositivos são classificados de acordo com a potência e alcance, em três níveis: classe 1, classe 2 e classe 3 (uma variante muito rara). A banda é dividida em 79 portadoras espaçadas de 1 MegaHertz, portanto cada dispositivo pode transmitir em 79 freqüências diferentes; para minimizar as interferências, o dispositivo mestre, após sincronizado, pode mudar as freqüências de transmissão de seus escravos por até 1600 vezes por segundo. Teoricamente sua velocidade pode chegar a 721 Kbps e possui três canais de voz.
Bluetooth Special Interest Group
Em 1998, Ericsson, IBM, Toshiba e Nokia formaram um consórcio e adotaram o codename Bluetooth para o seu propósito de especificação aberta. Em dezembro de 1999, 3Com, Lucent Technologies, Microsoft e Motorola se juntaram aos fundadores iniciais como os divulgadores do Bluetooth Special Interest Group (SIG). Desde então, Lucent Technologies transferiu seus direitos no consórcio para a Agere Systems, e a 3Com saiu do consórcio. Agere Systems mais tarde se juntou com a LSI Corporation e deixou o grupo de divulgadores do Bluetooth em agosto de 2007.
O Bluetooth Special Interest Group é uma associação de negócio privada com quartel-general em Belluevue, Washington. Até setembro de 2007 o SIG era composto de mais de 9000 companhias membros que são líderes em telecomunicações, computação, música, automação industrial e indústrias de rede, com um pequeno grupo de empregados dedicados em Hong Kong, Suécia e Estados Unidos. Os membros do SIG desenvolvem a tecnologia Bluetooth sem fios, implementam e vendem a tecnologia em seus produtos, variando de telefones celulares a impressoras. O próprio SIG não cria, produz ou vende produtos ativados com a tecnologia Bluetooth.
Origem do nome e logotipo
O nome Bluetooth é uma homenagem ao rei da Dinamarca e Noruega Harald Blåtand - em inglês Harold Bluetooth (traduzido como dente azul, embora em dinamarquês signifique de tez escura). Blåtand é conhecido por unificar as tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas. Da mesma forma, o protocolo procura unir diferentes tecnologias, como telefones móveis e computadores.
O logotipo do Bluetooth é a união das runas nórdicas (Hagall) e (Berkanan) correspondentes às letras H e B no alfabeto latino.
Fonte: Wikipedia
IEEE 802.11i
O IEEE 802.11i, também conhecido como WPA2, é um conjunto de padrões e especificações para redes wireless. Foi criado como uma evolução ao protocolo WEP. Este objetivava tornar redes sem fio tão seguras quanto redes com fixas. Mas devido à simplicidade de sua elaboração acabou sendo decodificada, permitindo aos invasores de redes acesso aos ambientes particulares. O WPA2 permitiu a implementação de um sistema completo e seguro, ainda que mantendo compatibilidade com sistemas anteriores.
O 802.11i funciona utilizando um sistema de criptografia conhecido por AES (Advanced Encription Standard). Esse sistema é mais complexo, fazendo uso de uma arquitetura dos componentes 802.1X para a autenticação, RSN para acompanhar a associação e CCMP para prover confidencialidade, integridade e autenticidade de origem.
Fonte: Wikipedia
IEEE 802.11
IEEE 802.11
As redes sem fio IEEE 802.11, que também são conhecidas como redes Wi-Fi ou wireless, foram uma das grandes novidades tecnológicas dos últimos anos. Atualmente, são o padrão de facto em conectividade sem fio para redes locais. Como prova desse sucesso pode-se citar o crescente número de Hot Spots e o fato de a maioria dos computadores portáteis novos já saírem de fábrica equipados com interfaces IEEE 802.11.
Os Hot Spots, presentes nos centros urbanos e principalmente em locais públicos, tais como Universidades, Aeroportos, Hotéis, Restaurantes etc., estão mudando o perfil de uso da Internet e, inclusive, dos usuários de computadores.
O padrão divide-se em várias partes, que serão apresentadas a seguir.
Cronologia
* 1989: o Federal Communications Commission (FCC), órgão americano responsável pela regulamentação do uso do espectro de freqüências, autorizou o uso de três faixas de freqüência;
* 1990: o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) instaurou um comitê para definição de um padrão para conectividade sem fio;
* 1997: após sete anos de pesquisa e desenvolvimento, o comitê de padronização da IEEE aprovou o padrão IEEE 802.11; nessa versão inicial, as taxas de transmissão nominais atingiam 1 e 2 Mbps;
* 1999: foram aprovados os padrões IEEE 802.11b e 802.11a, que usam as freqüências de 2,4 e 5 GHz e são capazes de atingir taxas nominais de transmissão de 11 e 54 Mbps, respectivamente. O padrão 802.11b, apesar de atingir taxas de transmissão menores, ganhou fatias maiores de mercado do que 802.11a; as razões para isso foram basicamente duas: primeiro, as interfaces 802.11b eram mais baratas do que as 802.11a e, segundo, as implementações de 802.11b foram lançadas no mercado antes do que as implementações de 802.11a. Além disso, nesse ano foi criada a Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que se organizou com o objetivo de garantir a interoperabilidade entre dispositivos de diferentes fabricantes;
* 2000: surgiram os primeiros hot spots, que são áreas públicas onde é possível acessar a Internet por meio das redes IEEE 802.11. A WECA lançou o selo Wireless Fidelity (Wi-Fi) para atestar a aderência dos produtos às especificações; mais tarde o termo Wi-Fi tornou-se um sinônimo de uso abrangente das tecnologias IEEE 802.11;
* 2001: a companhia americana de cafeterias Starbucks implementou hot spots em sua rede de lojas. Os pesquisadores Scott Fluhrer, Itsik Mantin e Adi Shamir demonstraram que o protocolo de segurança Wired Equivalent Privacy (WEP) é inseguro;
* 2002: a WECA passou a se chamar Wi-Fi Alliance (WFA) e lançou o protocolo Wi-Fi Protected Access (WPA) em substituição ao protocolo WEP;
* 2003: o comitê de padronização da IEEE aprovou o padrão IEEE 802.11g que, assim como 802.11b, trabalha na freqüência de 2,4 GHz, mas alcança até 54 Mbps de taxa nominal de transmissão. Aprovou também, sob a sigla IEEE 802.11f, a recomendação de práticas para implementação de handoff;
* 2004: a especificação 802.11i aumentou consideravelmente a segurança, definindo melhores procedimentos para autenticação, autorização e criptografia;
* 2005: foi aprovada a especificação 802.11e, agregando qualidade de serviço (QoS) às redes IEEE 802.11. Foram lançados comercialmente os primeiros pontos de acesso trazendo pré-implementações da especificação IEEE 802.11e;
* 2006: surgiram as pré-implementações do padrão 802.11n, que usa múltiplas antenas para transmissão e recepção, Multiple-Input Multiple-Output (MIMO), atingindo taxa nominal de transmissão de até 600 Mbps.
Ni
802.11a
Chega a alcançar velocidades de 54 Mbps dentro dos padrões da IEEE e de 72 a 108 Mbps por fabricantes não padronizados. Esta rede opera na freqüência de 5 GHz e inicialmente suporta 64 utilizadores por Ponto de Acesso (PA). As suas principais vantagens são a velocidade, a gratuidade da freqüência que é usada e a ausência de interferências. A maior desvantagem é a incompatibidade com os padrões no que diz respeito a Access Points 802.11 b e g, quanto a clientes, o padrão 802.11a é compatível tanto com 802.11b e 802.11g na maioria dos casos, já se tornando padrão na fabricação dos equipamentos.
Roteador D-Link para 802.11b
Roteador D-Link para 802.11b
CETIMRSI
802.11b
Alcança uma velocidade de 11 Mbps padronizada pelo IEEE e uma velocidade de 22 Mbps, oferecida por alguns fabricantes não padronizados. Opera na freqüência de 2.4 GHz. Inicialmente suporta 32 utilizadores por ponto de acesso. Um ponto negativo neste padrão é a alta interferência tanto na transmissão como na recepção de sinais, porque funcionam a 2,4 GHz equivalentes aos telefones móveis, fornos microondas e dispositivos Bluetooth. O aspecto positivo é o baixo preço dos seus dispositivos, a largura de banda gratuita bem como a disponibilidade gratuita em todo mundo. O 802.11b é amplamente utilizado por provedores de internet sem fio.
802.11d
Habilita o hardware de 802.11 operar em vários países aonde ele não pode operar hoje por problemas de compatibilidade, por exemplo, o IEEE 802.11a não opera na Europa…
802.11e
O 802.11e agrega qualidade de serviço (QoS) às redes IEEE 802.11. Neste mesmo ano foram lançados comercialmente as primeiros pontos de acesso trazendo pré-implementações da especificação IEEE 802.11e. Em suma, 802.11 permite a transmissão de diferentes classes de tráfego, além de trazer o recurso de Transmission Oportunity (TXOP), que permite a transmissão em rajadas, otimizando a utilização da rede.
802.11f
Recomenda prática de equipamentos de WLAN para os fabricantes de tal forma que os Access Points (APs) possam interoperar. Define o protocolo IAPP (Inter-Access-Point Protocol).
802.11g
Baseia-se na compatibilidade com os dispositivos 802.11b e oferece uma velocidade de 54 Mbps. Funciona dentro da frequência de 2,4 GHz. Tem os mesmos inconvenientes do padrão 802.11b (incompatibilidades com dispositivos de diferentes fabricantes). As vantagens também são as velocidades). Usa autenticação WEP estática já aceitando outros tipos de autenticação como WPA (Wireless Protect Access) com criptografia dinâmica (método de criptografia TKIP e AES). Torna-se por vezes difícil de configurar, como Home Gateway devido à sua frequência de rádio e outros sinais que podem interferir na transmissão da rede sem fio.
802.11h
Versão do protocolo 802.11a (Wi-Fi) que vai ao encontro com algumas regulamentações para a utilização de banda de 5 GHz na Europa. O padrão 11h conta com dois mecanismos que optimizam a transmissão via rádio: a tecnologia TPC permite que o rádio ajuste a potência do sinal de acordo com a distância do receptor; e a tecnologia DFS, que permite a escolha automática de canal, minimizando a interferência em outros sistemas operando na mesma banda.
802.11i
Criado para aperfeiçoar as funções de segurança do protocolo 802.11 seus estudos visam avaliar, principalmente, os seguintes protocolos de segurança:
• Wired Equivalent Protocol (WEP)
• Temporal Key Integrity Protocol (TKIP)
• Advanced Encryption Standard (AES)
• IEEE 802.1x para autenticação e segurança
O grupo de trabalho 802.11i vem trabalhando na integração do AES com a subcamada MAC, uma vez que o padrão até então utilizado pelo WEP e WPA, o RC4, não é robusto o suficiente para garantir a segurança das informações que circulam pelas redes de comunicação sem fio.
O principal benefício do projeto do padrão 802.11i é sua extensibilidade permitida, porque se uma falha é descoberta numa técnica de criptografia usada, o padrão permite facilmente a adição de uma nova técnica sem a substituição do hardware.
Fonte: CHOC, TED et al. Wireless Local Area Network (WLAN) Security – The 802.11i Solution, 2004. Disponível [Online]: http://www.cc.gatech.edu/classes/AY2005/cs4235_fall/presentations/WirelessSecPres.pdf. Último acesso: Fevereiro/2006.
802.11j
Diz respeito as bandas que operam as faixas 4.9GHz e 5GHz, disponíveis no Japão.
802.11k
Possibilita um meio de acesso para Access Points (APs) transmitir dados de gerenciamento.
O IEEE 802.11k é o principal padrão da indústria que estão agora em desenvolvimento e permitirá transições transparentes do Conjunto Básico de Serviços (BSS) no ambiente WLAN Esta norma fornece informações para a escolha do melhor ponto de acesso disponível que garanta o QoS necessário.
802.11m
802.11n
Em fase final de homologação. Opera nas faixas de 2,4Ghz e 5Ghz. Promete ser o padrão wireless para distribuição de mídia, pois oferecerá, através do MIMO (Multiple Input, Multiple Output - que significa entradas e saídas múltiplas ), taxas mais altas de transmissão (até 300 Mbps), maior eficiência na propagação do sinal (com uma área de cobertura de até 400 metros outdoor) e ampla compatibilidade reversa com demais protocolos. O 802.11n atende tanto as necessidades de transmissão sem fio para o padrão HDTV, como de um ambiente altamente compartilhado, empresarial ou não.
802.11p
Utilizado para implementação veicular.
802.11r
Padroniza o hand-off rápido quando um cliente wireless se reassocia quando estiver se locomovendo de um ponto de acesso para outro na mesma rede.
802.11s
Padroniza “self-healing/self-configuring” nas Redes Mesh (malha) fdf.
802.11t
Normas que provém métodos de testes e métricas.
802.11u
Interoperabilidade com outras redes móveis/celular.
802.11v
É o padrão de gerenciamento de redes sem fio para a família IEEE 802.11, mas ainda está em fase inicial de propostas. O Task Group v do IEEE 802.11 (TGv), grupo encarregado de definir o padrão 802.11v, está trabalhando em um aditivo ao padrão 802.11 para permitir a configuração de dispositivos clientes conectados a redes 802.11. O padrão pode incluir paradigmas de gerência similares aos utilizados em redes celulares.
Fonte: Wikipedia
Redes Mesh
Rede Mesh é uma outra forma de transmissão de dados e voz além das redes a cabo ou wireless ou seja, uma rede Mesh são vários nós/roteadores e cada nó está conectado a um ou mais dos outros nós. Desta maneira é possível transmitir mensagens de um nó a outro por diferentes caminhos. Cada servidor tem suas próprias conexões com todos os outros demais servidores. Redes do tipo mesh possuem a vantagem de serem redes de baixo custo, fácil implantação e bastante tolerantes a falhas. Nestas redes, roteadores sem fio são tipicamente instalados no topo de edifícios e comunicam-se entre si usando o protocolo OLSR em modo ad hoc através de múltiplos saltos de forma a encaminhar mensagens aos seus destinos. Usuários nos edifícios podem se conectar à rede mesh de forma cabeada, tipicamente via Ethernet, ou de forma sem fio através de redes 802.11. O segredo do sistema mesh está no protocolo de roteamento, que faz a varredura das diversas possibilidades de rotas de fluxo de dados, baseada num tabela dinâmica, onde o equipamento seleciona qual a rota mais eficiente a seguir para chegar ao seu objetivo, levando em conta rota mais rápida, com menos perda de pacotes, ou acesso mais rápido à internet, além de outros. Esta varredura é feita centenas de vezes por segundo, sendo transparente ao usuário.
Integração a Wireless
As redes Mesh, ou redes acopladas, são aquelas redes em que se misturam as topologias wireless. Basicamente, são redes com topologia de infraestructura, mas permitem se unir a rede de dispositivos que estão dentro do raio de cobertura de algum TR, que diretamente ou indiretamente está dentro do raio de cobertura do PA.
Fonte: Wikipedia
Modem a cabo (Cable Modem)
Esta tecnologia, também conhecida por Cable Modem, utiliza as redes de transmissão de TV por cabo convencionais (chamadas de CATV - Community Antenna Television) para transmitir dados em velocidades que variam de 256 Kbps a 24 Mbps, fazendo uso da porção de banda não utilizada pela TV a cabo. Pesquisas americanas mostraram que, entre 2004 e 2005, houve um aumento de 29% no número de usuários de Internet via cabo.
Utiliza uma topologia de rede partilhada, onde todos os utilizadores partilham a mesma largura de banda.
Para este tipo de acesso à internet utiliza-se um cabo coaxial e um modem. O computador do usuário deve estar equipado com placa de rede Ethernet. Nela, conecta-se um cabo par-trançado (UTP). A outra extremidade deste cabo deve ser ligada ao modem. Ao modem, também é conectado o cabo coaxial da TV, que servirá para conectar o usuário à Internet. Outra forma de conexão é através de um conector USB, cujo modem de rede conecta-se ao computador através de um cabo.
Há, atualmente, três normas aplicáveis à transmissão de dados via cabo:
* DOCSIS 1.0/EuroDOCSIS 1.0
* DOCSIS 1.1/EuroDOCSIS 1.1
* DOCSIS 2.0/EuroDOCSIS 2.0
A diferença entre DOCSIS/EuroDOCSIS prende-se com a forma como se utiliza o espectro de frequências no cabo, estando a norma EuroDOCSIS mais vocacionada para o mercado europeu. A norma DOCSIS foi no entanto a primeira a ser desenvolvida.
As normas DOCSIS 1.0 e 1.1 são actualmente as mais utilizadas. A norma DOCSIS 2.0 exige alterações importantes nos equipamentos do ISP e como tal está a mostrar mais resistência na sua adaptação.
Mais recentemente foi desenvolvida a norma PacketCable (e a correspondente EuroPacketCable) que define a forma como se pode implementar telefone no cabo.
Estão também a ser desenvolvidos novas normas para VideoOnDemand, Televisão Interactiva e Televisão Digital.
No Brasil, as duas maiores companhias de TV a cabo NET e TVA disponibilizam o serviço. Atualmente a maior velocidade disponível no Brasil é de até 8 Mbps, oferecida pela Net Virtua. Requer do usuário um modem apropriado. Em Portugal, todas as companhias de TV por cabo disponibilizam internet por cabo: TVCabo, Cabovisão, Bragatel, TVTEL, Pluricanal. A maior velocidade disponível em Portugal é de 50 Mbps e é oferecida pela TVTEL.
Fonte: Wikipedia
WPA2
O IEEE 802.11i, também conhecido como WPA2, é um conjunto de padrões e especificações para redes wireless. Foi criado como uma evolução ao protocolo WEP. Este objetivava tornar redes sem fio tão seguras quanto redes com fixas. Mas devido à simplicidade de sua elaboração acabou sendo decodificada, permitindo aos invasores de redes acesso aos ambientes particulares. O WPA2 permitiu a implementação de um sistema completo e seguro, ainda que mantendo compatibilidade com sistemas anteriores.
O 802.11i funciona utilizando um sistema de criptografia conhecido por AES (Advanced Encription Standard). Esse sistema é mais complexo, fazendo uso de uma arquitetura dos componentes 802.1X para a autenticação, RSN para acompanhar a associação e CCMP para prover confidencialidade, integridade e autenticidade de origem.
Fonte: Wikipedia
WPA
WPA, um WEP melhorado
Também chamado de WEP2, ou TKIP (Temporal Key Integrity Protocol), essa primeira versão do WPA (Wi-Fi Protected Access) surgiu de um esforço conjunto de membros da Wi-Fi Aliança e de membros do IEEE, empenhados em aumentar o nível de segurança das redes sem fio ainda no ano de 2003, combatendo algumas das vulnerabilidades do WEP.
A partir desse esforço, pretende-se colocar no mercado brevemente produtos que utilizam WPA, que apesar de não ser um padrão IEEE 802.11 ainda, é baseado neste padrão e tem algumas características que fazem dele uma ótima opção para quem precisa de segurança rapidamente:
* Pode-se utilizar WPA numa rede híbrida que tenha WEP instalado.
* Migrar para WPA requer somente atualização de software.
* WPA é desenhado para ser compatível com o próximo padrão IEEE 802.11i.
A segurança WPA é importante? Se o WPA não estiver configurado na sua rede sem fios, você fica totalmente exposto à intercepção dos seus emails e dos seus ficheiros privados(escuta de conexão). Permitirá que outros usuarios usem a sua rede e a sua ligação à Internet para distribuir as suas próprias comunicações , acesso a Internet pela conexão sem segurança. A segurança melhorada que você obtém com o WPA aumenta o nível de protecção dos seus dados a ajuda na prevenção de invasões de vírus, de acessos não autorizados ou destruição da sua informação pessoal.
Vantagens do WPA sobre o WEP
Com a substituição do WEP pelo WPA, temos como vantagem melhorar a criptografia dos dados ao utilizar um protocolo de chave temporária (TKIP) que possibilita a criação de chaves por pacotes, além de possuir função detectora de erros chamada Michael, um vetor de inicialização de 48 bits, ao invés de 24 como no WEP e um mecanismo de distribuição de chaves.
Além disso, uma outra vantagem é a melhoria no processo de autenticação de usuários. Essa autenticação se utiliza do 802.11x e do EAP (Extensible Authentication Protocol), que através de um servidor de autenticação central faz a autenticação de cada usuário antes deste ter acesso a rede.
O WPA, que deverá substituir o atual WEP (Wired Equivalent Privacy), conta com tecnologia aprimorada de criptografia e de autenticação de usuário. Cada usuário tem uma senha exclusiva, que deve ser digitada no momento da ativação do WPA. No decorrer da sessão, a chave de criptografia será trocada periodicamente e de forma automática. Assim, torna-se infinitamente mais difícil que um usuário não-autorizado consiga se conectar à WLAN.
A chave de criptografia dinâmica é uma das principais diferenças do WPA em relação ao WEP, que utiliza a mesma chave repetidamente. Esta característica do WPA também é conveniente porque não exige que se digite manualmente as chaves de criptografia - ao contrário do WEP.
Produtos que Já utilizam a tecnologia
Linksys WAP-54G Cisco Aironet 1200 D-Link Wireless G Desktop Network Adapter (PCMCIA) D-Link WBR-2310 (Acess Point & Bridge) Zinwell G-320, AP Router WR254, WR252, WAP354 (Access Point, Bridge e Router)
Fonte: Wikipedia
Wi-Fi
Wi-Fi foi uma marca licenciada originalmente pela Wi-Fi Alliance para descrever a tecnologia de redes sem fios embarcadas (WLAN) baseadas no padrão IEEE 802.11. O termo Wi-Fi foi escolhido como uma brincadeira com o termo “Hi-Fi” e pensa-se geralmente que é uma abreviatura para wireless fidelity, no entanto a Wi-Fi Alliance não reconhece isso. Comumente o termo Wi-Fi é entendido como uma tecnologia de interconexão entre dispositivos sem fios, usando o protocolo IEEE 802.11.
O padrão Wi-Fi opera em faixas de freqüências que não necessitam de licença para instalação e/ou operação. Este fato as tornam atrativas. No entanto, para uso comercial no Brasil é necessária licença da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Para se ter acesso à internet através de rede Wi-Fi deve-se estar no raio de ação ou área de abrangência de um ponto de acesso (normalmente conhecido por hotspot) ou local público onde opere rede sem fios e usar dispositivo móvel, como computador portátil, Tablet PC ou Assistente Pessoal Digital com capacidade de comunicação sem fio, deixando o usuário do Wi-Fi bem à vontade em usá-lo em lugares de “não acesso” à internet, como: Aeroportos.
Hoje, muitas operadoras de telefonia estão investindo pesado no Wi-Fi, para ganhos empresariais.
Hotspot Wi-Fi existe para estabelecer ponto de acesso para conexão à internet. O ponto de acesso transmite o sinal sem fios numa pequena distância – cerca de 100 metros. Quando um periférico que permite “Wi-Fi”, como um Pocket PC, encontra um hotspot, o periférico pode na mesma hora conectar-se à rede sem fio. Muitos hotspots estão localizados em lugares que são acessíveis ao público, como aeroportos, cafés, hotéis e livrarias. Muitas casas e escritórios também têm redes “Wi-Fi”. Enquanto alguns hotspots são gratuitos, a maioria das redes públicas é suportada por Provedores de Serviços de Internet (Internet Service Provider - ISPs) que cobram uma taxa dos usuários para se conectarem.
Atualmente praticamente todos os computadores portáteis vêm de fábrica com dispositivos para rede sem fio no padrão Wi-Fi (802.11b, a ou g). O que antes era acessório está se tornando item obrigatório, principalmente devido ao fato da redução do custo de fabricação.
Independent Basic Service Sets (IBSS)
IBSS consiste em um grupo de estações comunicando-se diretamente uma com as outras. Este tipo de topologia também se refere a topologia ad-hoc por ser uma conexão peer-to-peer (ponto-a-ponto).
Basic Service Sets (BSS)
BSS é um grupo de estações comunicando-se entre sí através de um ponto comum de conexão, o Access Point-AP (Ponto de Acesso-PA). Nenhuma estação conversa entre sí sem antes passar pelo PA.
Extended Service Sets (ESS)
Múltiplas infra-estruturas de BSS podem ser conectadas através de suas interfaces de uplink e por sua vez está conectado no Distribution System - DS (Centro de Distribuição - CD). Quando temos várias BSS interconectadas via DS, chamamos de ESS.
Principais padrões
Os principais padrões na família IEEE 802.11 são:
IEEE 802.11a: Padrão Wi-Fi para freqüência 5 GHz com capacidade teórica de 54 Mbps.
IEEE 802.11b: Padrão Wi-Fi para freqüência 2,4 GHz com capacidade teórica de 11 Mbps. Este padrão utiliza DSSS (Direct Sequency Spread Spectrum – Seqüência Direta de Espalhamento de Espectro) para diminuição de interferência.
IEEE 802.11g: Padrão Wi-Fi para freqüência 2,4 GHz com capacidade teórica de 54 Mbps.
Wi-Fi Protected Access (WPA e WPA2): padrão de segurança instituído para substituir padrão WEP (Wired Equivalent Privacy) que possui falhas graves de segurança, possibilitando que um hacker pudesse quebrar a chave de criptografia após monitorar poucos minutos de comunicação.
Tabela de freqüências e potência
| Padrão | Região/País | Freqüência | Potência |
|---|---|---|---|
| 802.11b & g | América do Norte | 2,4 - 2,4835 GHz | 1000 mW |
| 802.11b & g | Europa | 2,4 - 2,4835 GHz | 100 mW |
| 802.11b & g | Japão | 2,4 - 2,497 GHz | 10 mW |
| 802.11b & g | Espanha | 2,4 - 2,4875 GHz | 100 mW |
| 802.11b & g | França | 2,4 - 2,4835 GHz | 100 mW |
| 802.11a | América do Norte | 5,15 - 5,25 GHz | 40 mW |
| 802.11a | América do Norte | 5,25 - 5,35 GHz | 200 mW |
| 802.11a | América do Norte | 5,47 - 5,725 GHz | não aprovado |
| 802.11a | América do Norte | 5,725 - 5,825 GHz | 800 mW |
Fonte: Wikipedia
WEP
WEP significa Wired Equivalent Privacy, e foi introduzido na tentativa de dar segurança durante o processo de autenticação, proteção e confiabilidade na comunicação entre os dispositivos Wireless. Porém é inseguro devido a sua arquitetura.
Wired Equivalent Privacy (WEP) é parte do padrão IEEE 802.11 (ratificado em Setembro de 1999), e é um protocolo que se utilizava para proteger redes sem fios do tipo, (Wi-Fi).
Introdução
Ao longo dos últimos anos, observa-se um grande aumento no número de redes sem fios utilizadas por utilizadores caseiros, instituições, universidades e empresas.
Essa crescente utilização e popularização das chamadas WLANs, trouxe consigo mobilidade e praticidade para seus usuários mas também trouxe uma preocupação com a segurança destas redes. É exatamente essa preocupação com a segurança das redes sem fio que vem fazendo com que os protocolos de segurança sejam criados, desenvolvidos e atualizados com uma velocidade cada vez maior.
WEP, a primeira barreira
O primeiro protocolo de segurança adotado, que conferia no nível do enlace uma certa segurança para as redes sem fio semelhante a segurança das redes com fio foi o WEP (Wired Equivalent Privacy).
Este protocolo, muito usado ainda hoje, utiliza o algoritmo RC4 para criptografar os pacotes que serão trocados numa rede sem fios a fim de tentar garantir confidenciabilidade aos dados de cada usuário. Além disso, utiliza-se também a CRC-32 que é uma função detectora de erros que ao fazer o “checksum” de uma mensagem enviada gera um ICV (Integrity Check Value) que deve ser conferido pelo receptor da mensagem, no intuito de verificar se a mensagem recebida foi corrompida e/ou alterada no meio do caminho.
Vulnerabilidades do WEP
No entanto, após vários estudos e testes realizados com este protocolo, encontraram-se algumas vulnerabilidades e falhas que fizeram com que o WEP perdesse quase toda a sua credibilidade.
No WEP, os dois parâmetros que servem de entrada para o algoritmo RC4 são a chave secreta k de 40 bits ou 104 bits e um vetor de inicialização de 24 bits. A partir desses dois parâmetros, o algoritmo gera uma seqüência criptografada RC4 (k,v).
Porém, como no WEP a chave secreta que é a mesma utilizada por todos os usuários de uma mesma rede, devemos ter um vetor de inicialização diferente para cada pacote a fim de evitar a repetição de uma mesma seqüência RC4 . Essa repetição de seqüência é extremamente indesejável pois dá margem a ataques bem sucedidos e conseqüente descoberta de pacotes por eventuais intrusos.
Além disso, há também uma forte recomendação para que seja feita a troca das chaves secretas periodicamente aumentando-se com isso a segurança da rede. Porém, essa troca quando é feita, é realizada manualmente de maneira pouco prática e por vezes inviável, quando se trata de redes com um número muito alto de usuários.
E ainda uma falha do WEP constatada e provada através de ataques bem sucedidos é a natureza de sua função detectora de erros. A CRC-32 é uma função linear e que não possui chave. Essas duas características tornam o protocolo suscetível a dois tipos de ataques prejudiciais e indesejáveis: é possível fazer uma modificação de mensagens que eventualmente tenham sido capturadas no meio do caminho sem que isso seja descoberto pelo receptor final devido a linearidade da função detectora de erros, e além disso, pelo fato da função não possuir uma chave, é também possível descobrir uma seqüência secreta RC4 e de posse desta ser autenticado na rede e introduzir mensagens clandestinas nesta.
Primeiras soluções propostas
Tendo-se em vista todas essas fraquezas do protocolo, algumas possíveis soluções foram propostas a fim de contornar e por que não acabar com tais fraquezas.
Uma das soluções que foi cogitada foi a substituição da CRC-32 por uma função de hash MD5 ou SHA-1 por exemplo. No entanto, esta seria uma solução muito cara além do que, tornaria a execução do protocolo pelos atuais processadores muito lenta.
Uma outra solução discutida foi descartar os primeiros 256 bytes da saída do gerador de números pseudo-aleatórios utilizado na criação dos vetores de inicialização. Isso seria feito devido a alta correlação dos primeiros bits exalados pelo RC4 com a chave. Porém, essa solução mostrou-se também muito cara e para muitas aplicações, inviável de ser implementada.
Então, no final do ano de 2001, o pessoal dos laboratórios RSA sugeriu que para contornar as fraquezas do WEP fosse usada uma função de hash mais leve, que usasse uma chave temporária para criar chaves diferentes para cada pacote.
Na proposta, mostra-se que essa função de hash mais simples seria composta de duas fases distintas.
Na primeira fase teríamos como entrada a chave temporária TK e o endereço do transmissor TA. Ter o endereço de quem está transmitindo como parâmetro é muito vantajoso para evitar que seqüências RC4 sejam repetidas. Imagine por exemplo uma estação que só se comunica com o AP. A informação trocada entre eles utiliza a mesma chave temporária TK e isso aumenta as chances da seqüência se repetir, bastaria que o mesmo vetor de inicialização fosse utilizado para isso ocorrer.
No entanto agora, juntamente com a chave temporária a estação utilizará seu endereço para gerar suas seqüências RC4 e da mesma forma, o AP utilizará seu próprio endereço para gerar suas seqüências. Dessa forma, evita-se a repetição de seqüências dificultando dessa forma alguns ataques.
Na segunda fase proposta, a entrada seria a saída da primeira fase, e o vetor de inicialização. A saída dessa segunda fase seria então o que chamaram de PPK, ou seja uma chave de 128 bits, diferente para cada pacote. Esse texto foi originalmente publicado no site Lockabit
Fonte: Wikipedia
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